Como o LeekX transforma cada sessão de reprodução numa cópia unicamente identificável — e como uma cópia vazada é rastreada de volta à sessão de origem com rigor estatístico.
DRM tenta impedir a cópia — e perde sempre que a tela pode ser gravada ou filmada. Watermarking forense aceita que cópias vão existir e resolve o problema de outro ângulo: cada exibição carrega uma assinatura própria, de modo que a cópia vazada aponta de volta para a sessão que a originou.
O LeekX aplica essa assinatura no momento da exibição, no player, por sessão de reprodução. Isso elimina reprocessamento e duplicação de arquivos — o custo de marcar mil espectadores é o mesmo de marcar um.
Uma assinatura de um domínio só é frágil: quem descobre onde ela vive pode atacá-la diretamente. Por isso o LeekX embute a identidade da sessão em múltiplas camadas independentes, em domínios distintos do sinal — cada uma projetada para um modo de falha diferente do outro.
O efeito prático: a edição que degrada uma camada tende a não afetar as demais. Para "limpar" uma cópia, o atacante precisaria derrotar todas as camadas ao mesmo tempo, sem saber onde estão — enquanto qualquer camada sobrevivente basta para a identificação.
As camadas operam abaixo do limiar de percepção humana em condições normais de consumo — calibradas por modelos perceptuais (a sensibilidade do olho e do ouvido varia com o conteúdo) e validadas em avaliações às cegas. O espectador assiste ao vídeo exatamente como ele é.
Na investigação, a cópia vazada é comparada contra todas as sessões registradas da sua conta. Cada camada produz um score de correspondência, e o resultado final considera:
· Ranking com margem — a sessão apontada precisa não só pontuar alto, mas
abrir distância clara da segunda colocada.
· Significância estatística — o sistema calcula quantas correspondências
daquela força seriam esperadas por puro acaso dado o número de sessões
testadas, e só rotula como identificação o que fica muito abaixo desse limiar.
· Concordância entre camadas — camadas independentes apontando a mesma
sessão elevam a confiança de forma multiplicativa.
Resultados que não atingem o limiar são reportados como inconclusivos — o sistema é desenhado para não acusar por coincidência.
A matriz abaixo resume os ataques avaliados até o momento sobre gravações de tela reais (não simulações). Em cada linha, ao menos uma camada manteve identificação com significância estatística:
| Transformação aplicada à cópia | Identificação |
|---|---|
| Gravação de tela (OBS e similares) | ✓ mantida |
| Recompressão pesada (qualidade de rede social) | ✓ mantida |
| Redimensionamento (ex.: 720p → 480p) | ✓ mantida |
| Corte de bordas (crop) | ✓ mantida |
| Zoom / reenquadramento | ✓ mantida |
| Ajustes de brilho, contraste e saturação | ✓ mantida |
| Distorção de perspectiva leve | ✓ mantida |
| Velocidade alterada (ex.: 1.05×) | ✓ mantida |
| Volume alterado / áudio reprocessado | ✓ mantida |
Nos testes internos realizados até o momento, nenhum dos ataques avaliados removeu a assinatura de forma consistente. A matriz cresce conforme novos cenários são testados — e pretendemos publicá-la em formato auditável, com metodologia, na versão 1.0.
O laudo de investigação aponta a sessão de reprodução associada à cópia, com as métricas estatísticas que sustentam a conclusão (força da correspondência, margem sobre alternativas e significância). Ele foi desenhado para embasar decisões operacionais — advertência, suspensão, banimento — e para servir de subsídio técnico a quem decidir agir juridicamente.
Não prometemos admissibilidade automática como prova judicial: isso depende de jurisdição, contexto e do trabalho da sua assessoria jurídica. O que garantimos é transparência sobre o que o número diz — e sobre o que ele não diz.